SEMANA SANTA

28 Mar 2021

Semana Santa, ou semana maior da nossa caminhada litúrgica anual. Este ano com Celebrações presenciais – dado que em 2020 a pandemia mundial não o permitiu – este ano nova esperança.

Por um lado a esperança de que os muitos cuidados que todos vamos tendo, as ausências prolongadas que fizemos ao celebrar a nossa Fé fora dos espaços litúrgicos, nova esperança de que vamos vencer o tempo do deserto e todos juntos cantaremos as glórias de Deus na gratidão pelo facto de Deus nunca ter desistido de nós. O Seu infinito Amor derramado na Cruz é a prova inestimável de que Deus é o Deus que caminha connosco, o Seu Povo resgatado pelo Corpo e Sangue precioso de Cristo, como tantas vezes lhe chamava S. Francisco de Assis, e tantas vezes o fez escrever para que não nos esquecêssemos de tão grande Mistério de Salvação.

A Fraternidade iniciou a Quaresma com a Liturgia das Cinzas, quem pôde na nossa Capela, com a simbologia da penitência, tão querida a S. Francisco e que deu origem à Ordem dos Penitentes de Assis e mais tarde ao Terceiros da Penitência.

As cinzas lembram-nos também a morte de Francisco que, junto à Porciúncula, a capelinha da Mãe que ele tanto amava, quis morrer deitado, nu sobre a terra nua, para se lembrar e deixar como testemunho aos irmãos, de que “somo pó e ao pó voltaremos“.

Novo grande confinamento, durante esta Quaresma, levou-nos a aproximar através das mensagens e das transmissões das nossas Eucaristias através da internet para que todos pudessem vir à capela estando em outros lugares.

Esta foi uma quaresma muito especial na oração do Terço em Fraternidade, nas reuniões do Conselho e reuniões da Fraternidade com as respetivas ações de formação, também on-line. A Fraternidade viveu e vive este tempo unida e orante, na esperança de chegar às Festas Pascais na alegria de poder voltar ao convívio fraterno e às celebrações presenciais, com os devido cuidados que a situação pandémica ainda exige mas, esperança sim de que um novo amanhã está próximo.

É quase como este inico de Semana Santa, a Semana das Semanas, a Maior no quadro da nossa Liturgia Cristã, porque entremos como Jesus em Jerusalém das nossas vidas e quotidiano, levantamos os ramos e cantamos “Hossana, hossana, Ó Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”!

Caminhar com Jesus, ao jeito Franciscano, para estar mais unido a Ele em oração, em atenção aos Irmãos e aos que sofrem, para viver Eucaristia onde Ele se faz presente para nós, para sempre connosco nas “aparências de um bocado de Pão”, para caminharmos com Ele até ao Getsemani, o lugar da dor, do abandono, da traição, mas também da força que vem do Alto e que nos diz “tem ânimo…”.

“Fazei Isto em memória de MIM!”, disse Jesus antes da Última Ceia. Ali onde à mesa com os doze, que chamara para serem as colunas da Igreja, se despede não sem antes prometer que Ressuscitaria ao fim de três dias e de que os Apóstolos e muitos discípulos foram testemunhas, ali à mesa, ligar do encontro e da fraternidade onde Cristo promete estar sempre connosco ao repetirmos tão grande mistério do Seu infinito Amor por toda a humanidade e todas as gerações. A Última Ceia que em Eucaristia, a Igreja continua a celebrar e a perpetuar para que unidos no mesmo Amor sintamos sempre que Cristo não nos deixou órfãos. “Isto é o meu Corpo, Isto é o meu Sangue”, nós somos os Seu Corpo resgatado pelo Seu Sangue, Corpo unido ao Papa, aos Bispos e demais Pastores a quem a Igreja nos confia. Lavar os pés uns aos outros continua a ser o mandato de Cristo que o Papa Francisco tanto nos tem pedido e testemunhados ele mesmo com ações concretas.

Passar pelo caminho com Maria a Mãe dolorosa e o Discípulo amado, Verónica que enxuga o rosto, o Sireneu que ajuda, as mulheres de Jerusalém que choram, O centurião, os ladrões, os soldados e tantos tantos, uns que condenam, batem, cospem e gritam “crucifica-O” e outros tantos que se questionam “que mal fez este Homem” e, por fim naquela Cruz a palavra do Redentor “tudo está consumado“.

Lembrar que esta grade devoção à Paixão e Morte de Cristo nos vem de S. Francisco e que, ao longo de 8 séculos, os Irmãos Terceiros espalharam pelo mundo em “Alminhas”, Cruzeiros, Procissões, Altares, Cânticos de penitência e, com os frades a devoção à Via-Sacra.

Ser Franciscano e Terceiro/Secular é sentir bem forte este caminho com Jesus e Maria, ficar também na hora do silêncio, quando não entendemos os desígnios de Deus e confiar porque o dia da Ressurreição vai chegar a então compreenderemos tudo aqui que agora é vedado aos nossos olhos e ao nosso entendimento.

Esta Fraternidade da Ordem Terceira de S. Francisco da Cidade, pela sua Fé e pela sua tradição, continua a deixar-se conduzir por essa esperança do novo dia, do Aleuia Pascal, da alegria do túmulo vazio que nos faz correr, como Maria na manhã de Páscoa, como Pedro e João para o túmulo vazio, como os discípulos de Emaús de regresso para a anunciar “vimos o Senhor, reconhecê-mo-l’O ao partir do Pão”.

Que Cristo vivo e ressuscitado a todos conduza no caminho da Esperança que não tem ocaso, o dia da alegria plena em que cantaremos as glórias pascais, as glórias do ressuscitado.

A todos queremos desejar uma SANTA SEMANA SANTA E UMA PÁSCOA EM CRISTO VIVO E RESSUSCITADO.

Frei Albertino Rodrigues  OFM

Assistente da Fraternidade

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Venerável Ordem Terceira

AGENDA DA FRATERNIDADE

Outubro

03 Outubro Trânsito de São Francisco de Assis
04 Outubro Solenidade de São Francisco de Assis 12h00  Missa Solene no HOTC
06 Outubro ANIV. - MARIA ELISABETE  S. SILVESTRE
10 Outubro ANIV. P. Frei Albertino Rodrigues, OFM
21 Outubro ANIV. - ANTÓNIO MARIA BAIÃO
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